Descoberta do espiritismo

O tempo corria célere junto à família amiga, os rapazes iam para os grandes centros e a ela ia sendo confiada à segurança e ao cuidado dos pais e da irmã. Sua personalidade forte, corajosa e determinada, conduzia a tal fato.

A partir de então, era ela a companheira do pai nas lides diárias e a amiga leal da mãe nos afazeres domésticos e nas naturais apreensões maternas. O vinculo familiar foi se fortalecendo, a menina moça, ganhando os ares da juventude e, com maiores responsabilidades mudou-se para Juiz de Fora. Contava ela com 17 anos, quando aqui fixaram residência. As “coisas” vieram junto e, de forma mais ostensiva, participavam de sua rotina…

A jovem Isabel fora então trabalhar no Instituto de Laticínios “Cândido Tostes”, vindo a conhecer Dr. Vicentino Mazzini, que foi o primeiro a lhe falar sobre Doutrina Espírita. Nesta direção, seguiu a jovem ansiosa para saber do que se tratava, ou melhor, para saber o que eram as “coisas”. Com imensa alegria, viu que tudo o que se apresentava ela já conhecia e que as “coisas” eram espíritos. Começou a participar efetivamente das reuniões, tornando-se espírita.

Conheceu seu esposo, Dr. Ramiro Monteiro de Campos, também espírita. Casados, transferiram-se para Fortaleza. A Doutrina Espírita já incorporada em sua alma foi o alicerce de dias difíceis, mas venturosos, e de grande proveito para suas existências. Retomaram a cidade que lhes seria palco das mais nobres realizações. A família enriquecida por Nara, lano e José Carlos (filho adotivo, já desencarnado), voltava para o aconchego dos Salomão que participaram do nascedouro da “A Casa do Caminho”, em Santa Terezinha (tradicional bairro residencial de Juiz de Fora). Trabalharam por alguns anos na Casa Espírita, mas as pessoas não abriam mão de procurá-la e grande era o fluxo semanal em sua residência. Proprietária de uma boutique, via sua loja diariamente repleta de pessoas. O que levava estas pessoas até lá, já que suas mercadorias não apresentavam nenhuma promoção especial? E ouviu do mentor espiritual que para lá acorriam a fim de ouvi-la. Fechou a boutique e foi atender o povo sofrido e angustiado. Surgia um trabalho às quartas-feiras, o de orientação às almas sedentas de esclarecimento. Passaram-se os anos, nasce Iriê e, algum tempo depois, D. Isabel é recolhida ao leito acometida por séria enfermidade. “Doença educativa”, diziam os amigos espirituais. “Precisamos de suas energias, porém com serenidade”. Aí se foram quatro meses…