Lar do Caminho

no local - Lar do CaminhoMudar o destino da pobreza, dando a crianças e adolescentes em situação de risco social a chance de construir uma nova história de vida, é o objetivo deste centro de convivência. Pelas mãos de D. Isabel Salomão de Campos e de seu esposo Ramiro Monteiro de Campos nasceu, em 1981, o Lar do Caminho, uma instituição que já retirou centenas de meninos das ruas, interrompendo o ciclo de violência e desafiando preconceitos ao converter desajuste social em cidadania.

As crianças abrigadas pela instituição recebem assistência integral e gratuita, alimentação balanceada, vestuário, atendimento odontológico e médico, acesso ao esporte e lazer, além de apoio fraterno e orientação ética e moral.
As crianças assistidas pelo Lar do Caminho participam também de escolas de esportes, línguas e artes na cidade, convivendo com meninos e meninas de diferentes origens em cursos regulares, vencendo, assim, o preconceito que acompanha crianças em situação de risco, quando colocadas em atividades exclusivas e restritas. Acreditando que a verdadeira inclusão não se faz por meio de nichos de assistência social, D. Isabel tem investido no combate à guetificação.

Além de promover a população infanto-juvenil, D. Isabel tem contribuído com o reajuste familiar, de maneira que, vencida a desestrutura que impediu os pais de assistirem aos próprios filhos, estes possam retornar ao lar e conviver num ambiente mais propício ao seu desenvolvimento. Através de visitas regulares às famílias das crianças do Lar do Caminho realizadas por uma equipe especializada da entidade, busca-se intervir nos bolsões de pobreza da cidade, acompanhando cada célula familiar, para garantir o direito a uma vida digna e à melhoria das condições socioeconômicas.

Os jovens assistidos pelo Lar do Caminho deixam a instituição com um projeto de vida sadio e capacitados para um futuro de realizações. De lá, muitos vão para a faculdade, para o exército ou para seu primeiro emprego e têm a oportunidade de formar uma nova família. Equilibrados, eles contribuem, ainda, com a sociedade, na medida em que, conscientes de sua cidadania, tornam-se úteis e produtivos.